segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Ser Voluntário Vale a Pena

5 de dezembro é o dia internacional do voluntariado. Se você é uma das pessoas que doam seu tempo e talento em benefício das outras pessoas, sem esperar nada em troca, nossos parabéns! Aqui nos Contantes Contentes, nós temos muitos motivos pra saber que Ser Voluntário Vale a Pena.

Pode ser que você já tenha entrado nesse blog pra saber das datas de apresentações ou porque foi a uma de nossas apresentações e queria saber um pouco de nós. Pode ter entrado aqui por acaso, seguindo um link do Google pra saber nossa opinião sobre um livro, um filme ou pra conhecer alguma das histórias que contamos. Pode ser que seja um de nossos amigos, que veio só pra ver que cara tem esse blog de que nós falamos às vezes. Mas talvez, seja como for, você não sabia que nosso grupo começou porque alguns de nós somos voluntários da Associação Viva e Deixe Viver e que, mesmo os que não são, se conheceram lá, em um curso que a Kika dirigiu e que vem fazendo parte das nossas vidas desde então. Sem o Viva, nós nem teríamos nos conhecido. Então, só pra começar, posso dizer que ser voluntário vale a pena porque te permite conhecer gente nova e que se identifica com você.

A Associação Viva e Deixe Viver é uma OSCIP que treina e organiza voluntários para contar histórias para crianças em hospitais. O Viva (como a associação é chamada carinhosamente por seus voluntários) começou pequeno, em 1993, no Hospital Emílio Ribas. Hoje já conta com mais de mil voluntários, que contam histórias em 82 hospitais em 9 estados brasileiros. Os objetivos desse trabalho são dois: humanização hospitalar e incentivo à leitura.

E sabe por que vale a pena ser voluntário do Viva? Porque nós sentimos, em cada visita que fazemos, que as histórias que contamos alimentam a imaginação das crianças que por qualquer razão se encontram no hospital. E porque, nesses momentos, elas viajam pra bem longe da doença. Porque nosso pagamento vem na hora, em forma de sorrisos ou de abraços espontâneos. Porque as crianças, incentivadas pela leitura que nós fazemos, pedem livros de presente. Porque às vezes os pais, médicos e enfermeiras nos contam que após as histórias, a criança comeu melhor, dormiu melhor ou sofreu menos com um procedimento hospitalar. Porque isso incentiva a equipe dos hospitais a manter e a ampliar cada vez mais a cultura da humanização hospitalar.

Mas ser voluntário também vale a pena mesmo que você não saiba contar histórias ou não queira entrar em um hospital. Vale a pena fazer qualquer tipo de trabalho voluntário. Fazer algo sem esperar pagamento. Fazer aquilo que você sabe fazer em benefício de pessoas que, de outra maneira, não teriam acesso a isso. Nada é muito pequeno. Nunca é tarde demais. Se você já fez um trabalho voluntário, eu não preciso explicar. Se não fez, que tal começar agora?

E se quiser mais alguns motivos, procure no Twitter ou no Facebook pelo tag #servoluntariovaleapena, ou leia as histórias no hotsite da campanha: http://www.servoluntariovaleapena.com.br/. Ah! É claro que se você tiver uma história de voluntariado pra contar, nós também queremos ouvir.  

Caique Ralize

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Um livro de filhos para pais!

 Contar e ler histórias para os filhos, com prazer,
 é presenteá-los!

Presentes que serão lembrados no futuro em forma de afeto, acolhimento, carinho, amor.

 Muitas histórias ficarão na memória e mesmo aquelas que não ficarem permanecerão guardadas de uma maneira ou de outra.

O livro da Editora Pulo do Gato, que, em breve, estará nas livrarias do Brasil "Como ensinar seus pais a gostarem de livros para crianças" é um convite para que os pais descubram o mundo fascinante das histórias infantis.

"Se seus pais têm receio de se perder no planeta dos livros infantis...diga que não se preocupem: você vai guiá-los e explicar tudo direitinho, com muita calma e paciência! Até mesmo a palavra megalobotubarãovoadorazul".

"Se seus pais detestam quando veem um bicho passeando pelas páginas de um livro com um côco na cabeça...explique para eles que você já viu coisas bem piores ao andar pelas ruas: como um homem de carne e osso...dormindo ao lado de uma lata de lixo".

Estas são algumas das dicas dos autores Alain Serres e Bruno Heitz para as crianças apresentarem a literatura infantil aos seus pais.

 Certamente, as crianças encontrarão muitos outros jeitos de convidá-los, mas este livro é uma ótima maneira de começar!

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Circuito Estadinho, do dia 30 de julho!!!

No dia 30 de julho estivemos, novamente, no Circuito Estadinho.

A Roda foi grande, recheada de crianças, pais e outras pessoas que estavam na Livraria e não resistiam a dar uma espiadinha na história!

História de Ricardo Azevedo, O Filho Mudo do Fazendeiro, do livro No meio da noite escura tem um pé de maravilha.

Dentro da história teve música pra embalar a hora de fugir e a hora de ficar, a hora de dizer sim e a hora de dizer não, a hora de falar e a hora de calar...

Todos que estiveram por lá fizeram com que a história ficasse mais saborosa!

Pra quem não pode ir, aí está o link do Blog do Estadinho que continua contando como foi...

http://blogs.estadao.com.br/estadinho/2011/08/01/roda-de-historias/

Esperamos encontrá-los em outras histórias!!!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Circuito Estadinho - 30 de julho

No dia 30 de julho, os Contantes Contentes vão apresentar a história "O Filho Mudo do Fazendeiro" de Ricardo Azevedo, na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos.
O evento faz parte do Circuito Estadinho. Esperamos vocês por lá!

30 de julho - sábado, às 15hs
Circuito Estadinho
Livraria Cultura Shopping Villa-Lobos
Av Nações Unidas, 4777 - Jd Universidade Pinheiros - São Paulo
(11) 3024-3599

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A Máquina de Fazer Algodão Doce do Meu Avô

Meu avô, pai da minha mãe, era meu vizinho no tempo em que eu era criança. Contavam-me histórias de um esposo e pai cheio de braveza, de um homem duro e um tanto áspero. Mas não foi este avô que conheci. Tinha nele sim um tanto de cada um destes jeitos, mas em doses diminuídas. O tempo e a dor trataram de diluí-los em água. A braveza que restou no meu avô, às vezes, metia-me medo e, em outras vezes, parecia-me um tanto engraçada.
Ele tinha algumas peculiaridades. Uns fazeres de deixar criança de boca aberta. Equilibrava um tanto de coisas em seu queixo, de vassoura a cadeira. Ficava por um bom tempo neste brincar de não deixar cair. Ele era alto e isto deixava a façanha ainda maior. Descascava laranjas e a casca não se partia. Ficava inteira, parecia uma fita verde para medir distâncias. Bananas! Ele colocava uma banana inteira na boca, assim de atravessado, e só depois mastigava. Talvez tivesse vontade dos inteiros. E não eram as bananas maçã, eram as nanicas, que de nanicas nada têm. Aliás, nunca entendi porque as bananas nanicas foram assim nomeadas. Mas isto já é outra história. Para finalizar as aventuras frutíferas de meu avô falo das mangas. Sempre que pegava uma ele dizia que manga era boa refeição por que tinha terebentina. Eu nunca pesquisei para saber se isto era verdade. Sempre esperava ele repetir esta palavra. Ela me soava estranha e era boa de ouvir. A palavra era sempre a mesma, e ao mesmo tempo, diferente das demais. Ele almoçava e sua sobremesa era uma manga, destas bem grandes. Gostava mesmo da tal terebentina. Como podia caber tanto dentro de um homem só?
Ele tinha, um pouco abaixo da axila direita, uma verruga. Diferente que de qualquer outra. Ela balançava. Apenas uma parte dela ficava presa na pele dele. Eu adora brincar com ela. Ele deixava. É bom deixar balançar aquilo que aprendeu a ser inflexível.
Sua televisão ficava na varanda. A sua rede também. Espreitando por cima do muro, que separava as nossas casas, eu podia ver meu avô buscando novas imagens-viagens.
Lembro-me de muitas cenas onde eu e meus irmãos brincávamos de pintar o meu avô e vesti-lo com roupas esquisitas. Ele divertia-se com a gente. No olhar da minha mãe eu via uma saudade perdida e agora encontrada. Nas brincadeiras entre netos e avô ela relia a sua história.
Ele teve um monte de profissão. Repartido em vários fazeres. Vendedor de livros, principalmente, as enciclopédias. Um todo construído de várias partes. Volume e peso. Aquele tipo de vendedor que batia de porta em porta. Algumas abriam-se, outras não. Eletricista. Voltagens. Diversas voltagens. Garçom. Servia junto com a comida conversas. Vendedor de materiais de construção. Entendia tudo sobre as construções concretas. Pintor. A tinta cobria as marcas das paredes erguidas. Marceneiro. Móveis que guardavam. Estantes. Prateleiras.
Aposentou-se e preservou no quintal de sua casa sua marcenaria. Ali ficavam as madeiras, as ferramentas e vários outros apetrechos. Tudo era bastante organizado. Ele guardava muitas coisas. Não houve tempo de dar utilidade a tudo o que acumulou.
E foi aí, nesta marcenaria no quintal que ele construiu...uma máquina de fazer algodão doce! Era incrível! Depois de construída ele colocou-a em um quarto no fundo da sua casa. Ocupava a parte central do cômodo. Tinha lugar de destaque devido à sua importância. Para mim e meus irmãos era pura mágica. O açúcar era colocado em um recipiente grande de alumínio que tinha um furo no meio, onde havia o motor que fazia tudo girar. O giro era muito rápido. Rápido mesmo. Aos poucos o açúcar transformava-se em algodão. Meu avô nos entregava algumas hastes e nós mesmos íamos construindo o nosso algodão doce. Ele ia ganhando volume assim como nosso desejo de saboreá-lo. Não havia corante, eu gostava disso. Branco. Não sei o que era mais gostoso, ver o algodão doce nascendo ou saboreá-lo sabendo que eu tinha participado do seu nascimento.
A máquina de fazer algodão doce do meu avô ficou ali no quarto, no fundo da sua casa, por um longo tempo. Nunca a levamos para a nossa casa. Não teria a mesma graça.
Mudamos de cidade, meu avô ficou, e eu nunca mais vi um algodão doce nascer, puro e branco. Sinto saudades daquela máquina de fazer algodão doce. Saudade do açúcar transformado em algodão. Saudades do doce que meu avô pode me dar.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

CIRCUITO ESTADINHO, Histórias de HERÓIS!


Dia 09 de abril foi o dia dos HERÓIS!
Aí estamos nós - no finalzinho - com a linda menina Clarice.

O que faz de um herói um herói?
Quem tem coragem não tem medo?
Herói tem medo?
Ter coragem é enfrentar o nosso maior medo?
Você conhece algum herói?
Você já se sentiu um herói?


Estas perguntas fizeram parte das histórias e tivemos certeza daquilo que a gente já desconfiava...crianças entendem muuuito sobre heróis! A gente saiu da livraria sabendo muito mais sobre eles. Foi delicioso compartilhar as idéias, os sustos, os olhares atentos, as dúvidas, as gargalhadas.

As histórias passearam pelo Japão, pela Holanda e pousaram aqui no Brasil...afinal cada lugar tem seu herói!

Pra ver e saber mais como foi por lá:

E para você, o que faz de um herói um herói?

sábado, 19 de março de 2011

Contantes na Mercearia do Conde

No dia 19 de março, fizemos uma roda bem animada na Mercearia do Conde (http://merceariadoconde.com.br). O restaurante tem comida excelente e uma decoração que tem tudo a ver com histórias. Na hora da roda ficamos em um espaço muito aconchegante.
O público não poderia ser melhor. Havia muitas crianças e todas elas participaram, cada uma à sua maneira, dando ideias incríveis e fazendo perguntas muito inteligentes. Essa foi uma tarde muito especial para nós.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Você já leu Ricardo Azevedo?

Nós gostamos de contar histórias. E, consequentemente, gostamos de aprender novas histórias. Assim, lógico que temos influência de 'contadores' clássicos, como Andersen, ou Charles Perrault, ou os irmãos Grimm. Ou Câmara Cascudo, pra falar de um brasileiro importante. Contadores que contam através da escrita (pelo menos, é como eles nos chegam) histórias de própria autoria, ou – como historiadores do mundo imaginário – reproduções de pérolas encontradas no caminho, ou ainda uma mistura, adaptando histórias descobertas e trazendo um pouco de si pra elas. Vira e mexe recorremos a uma história de algum desses tão conhecidos desbravadores da fantasia.

No entanto, hoje quero falar de um cara em especial, que tem uma influência muito grande em nosso singelo grupo de contadores. Um cara com um sotaque muito brasileiro, que não só descobre histórias por aí – histórias que vêm sendo passadas oralmente – mas que acrescenta a elas um pedaço do seu coração. Seu nome é Ricardo Azevedo. Quem já leu um de seus livros sabe como seu texto é saboroso e dinâmico, e como ele é capaz de revelar um universo imaginário muito brasileiro, mesmo quando fala de reis, rainhas, príncipes e princesas. Seus livros, que são voltados a um público infanto-juvenil, trazem sempre mais de uma história e muitas vezes quadras, trava-línguas, adivinhas, brincadeiras, pontes que ajudam a chegar onde as histórias estão. E as histórias são deliciosas, de uma natureza muito conhecida, próxima, da nossa terra. Mas, mais que as histórias em si ou as brincadeiras dos livros, o que acredito ser seu bem mais precioso é o seu estilo.

A linguagem é uma coisa poderosa, e muitas vezes fala muito pela sua forma, não apenas pelo conteúdo. Lendo Ricardo Azevedo isso fica muito claro. É quase automático ser transportado para o interior do Brasil, ou para alguma parte do sertão nordestino e isso acontece, muitas vezes, apenas ao ler uma frase. Às vezes por uma única palavra. Particularmente para um contador de histórias isso é muito precioso. Seus textos são, ao mesmo tempo, concisos e abrangentes, fornecendo ferramentas para se trabalhar com vazios que dizem muito, possibilitando a abertura de caminhos e conexões com palavras certeiras e, acima de tudo, trazendo poesia. E é essa poesia que tem o poder definitivo de transportar quem ouve, de uma forma tão natural e despretensiosa, para o mundo do fantástico. Talvez mais até do que a música (quem já contou histórias sabe o poder de uma boa música). Essa experiência eu trago da (não tão extensa, é verdade) prática de contador, de ver o que funciona e o que não funciona. E é quase mágico.

Mas é claro que nada é mais importante que uma boa história. E, eu garanto, suas histórias são deliciosas. É verdade que assim são também as histórias dos seus já mencionados e aclamados antecessores. Mas no estilo e na forma poucos me fazem sentir como me sinto quando leio Ricardo Azevedo. Como se estivesse na presença de um verdadeiro contador de história.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Ponte para Terabítia

Eu gosto quando começo a ver um filme ou ler um livro sem saber muito a respeito e eles conseguem capturar minha atenção e me surpreender positivamente. Ponte para Terabítia é um desses casos.
O filme é de 2007 e essa resenha vem muito atrasada. Confesso que resisti muito a dar a esse filme uma chance. Pelas imagens dos trailers e dos comerciais, achava que era uma imitação de menor qualidade das Crônicas de Nárnia. E como eu não gostava nem mesmo do "original', como poderia gostar da cópia? Só quando soube que o filme era dirigido por Gabor Csupo, responsável por algumas das melhores séries de animação que conheço, foi que resolvi vencer a resistência.
Valeu a pena. Ponte para Terabítia não é uma cópia de Nárnia e, na comparação, vai léguas à frente. A começar pelo respeito com que trata seu público prioritário: as crianças. E também por ser capaz de encantar os adultos pela sensibilidade da história, sem abusar dos efeitos especiais.
A história trata da amizade entre um menino e uma garota em torno dos 10 anos, que sofrem por não se enquadrarem aos colegas da escola. Na desastrosa cultura escolar norte-americana, eles seriam classificados como "losers". Ele, Jess, é o filho do meio de uma grande família que passa por dificuldades financeiras. Desenhista talentoso e corredor veloz, Jess se mantém isolado de seus colegas que o acham esquisito. Ela, Leslie, filha de escritores, também excelente corredora, com um senso de moda peculiar e muita imaginação.
Aos poucos eles se tornam amigos e descobrem Terabítia, um reino habitado pelos seus monstros, mas também pelos mais belos frutos de sua imaginação. Através de suas aventuras, os amigos aprendem a lidar com os problemas da família e da escola.
A grande diferença entre esse filme e outros que possuem temática semelhante, é que Terabítia mostra as entranhas da fantasia e exige do espectador que use sua imaginação para acompanhar os jovens protagonistas. O filme consegue, com muita sensibilidade, mostrar o valor da fantasia no nosso próprio universo. Ele não exige que nos transportemos para um um mundo alternativo. Antes, mostra que a imaginação é a arma mais poderosa que uma criança pode usar no doloroso processo do crescimento.
Ponte para Terabítia tem um tom melancólico e não poupa seus personagens da perda e da tristeza. Nem tenta dar a ilusão do controle e da reversibilidade dos fatos. Mas mostra, com respeito e sensibilidade, que os monstros podem ser vencidos e que a amizade verdadeira é eterna.
O filme é baseado no livro de Katherine Paterson, escrito em 1976. O livro foi traduzido no Brasil por Ana Maria Machado e publicado pela Salamandra.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

O Labirinto de Espelhos

Ela estava dentro de um labirinto. Andava em círculos. O cansaço era maior que ela. Sabia haver saída. Saída única, descoberta na singularidade de cada um. Qual era a dela?
Não era um labirinto qualquer. Se é que existe labirinto que pode ganhar este, digamos, adjetivo “qualquer”. Lá havia espelhos. Espelhos côncavos, convexos, escuros, claros, pequenos, grandes, espelhos mosaicos, espelhos feitos da junção de vários outros. Espelhos de todo o jeito, mas em nenhum deles ela sentia que podia ver-se como era. Eles a mostravam ora maior, ora menor, ora roliça, ora magérrima, às vezes repartida em várias, outras vezes repetida muitas vezes, um monte dela mesma. Alguns tentou quebrar, suas mãos sangraram. Outros tentou saltar, tropeçou. Para outros deu as costas, mas ainda haviam espelhos à sua frente.
Crescia dentro dela a confusão. Daquele labirinto não sentia-se pronta para sair. E pensava. Quando é que a gente fica pronta? Resolveu parar um pouco. Tanto fazer podia imobilizá-la. Sentou-se ali mesmo naquela parte do labirinto de espelhos em que estava. O cansaço se fez cama. O tempo ali não era contado por relógios. Acordou. Não abriu os olhos. Foi tateando os espelhos das paredes do labirinto, sentindo suas texturas e jeitos. E começou a se ver em cada um deles. Tinha mesmo dia em que ela estava repartida. Dia em que era muitas. Dia em que era pequena ou grande demais.
Tocou um espelho diferente. Aquele ela ainda não tinha visto no labirinto. Sentiu-se pronta. Abriu os olhos. E pela primeira vez viu-se inteira. Deu um passo. O labirinto já estava para trás dela. Olhou ao lado, viu um homem que havia acabado de sair do labirinto dele. Ele também a olhou. Sem nada dizerem deram as mãos.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Apresentação em janeiro

Hei! Sábado, dia 29 de janeiro, tem Contantes Contentes na Livraria 97 mais uma vez. Dessa vez apresentaremos:


Não percam!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

Apego

Por necessidade, estou vendendo os livros que usei na faculdade. Não pensei que iria ser uma tarefa tão comovente.
Sentei no chão ao lado da pilha de livros e fui selecionando por assunto. Enquanto separava, lembranças vinham em minha mente e não tive como evitar emoções e consequentemente as lágrimas. E se eu precisar de algum deles? E se algum dia eu quiser ler novamente?
Cada livro uma lembrança e uma história. Cada livro um pedaço de mim. Como colocar um valor? Está sendo o exercício de desapego mais difícil que já fiz.



"O apego não quer ir embora
Diaxo, ele tem que querer"

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

FELIZ 2011!


Nasce um NOVO ANO
A nos lembrar
Que é sempre tempo de renascer
Tempo de ser

A esperança ganha força
A vida vibra
A intimidade aguarda
as boas surpresas semeadas

A história continua
Para cada um uma
Começos e meios diversos
Caminhos particulares...
para o final feliz